Cadastre seu e-mail e receba as novidades
Cadastrar Descadastrar
 
NOTÍCIAS
Pesquisar:
 

GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA:UM PROBLEMA SOCIAL
Postagem: 27/4/2012




A queda das taxas de fecundidade, desde a década de 70, parece caminhar em via oposta à crescente incidência de gravidez na adolescência, que é considerada em diversos países como um sério problema de saúde pública, em virtude do impacto que pode trazer à saúde materno-fetal e ao bem-estar social e econômico de um país.
O aumento da fecundidade no grupo etário das adolescentes vem atingindo distintas sociedades. Estatísticas mostram que 70% dos jovens iniciam a sua vida sexual antes dos 17 anos e muitas das meninas tiveram o seu primeiro filho entre 15 e 19 anos.
Em Teresópolis este número vem se mantendo estável desde 2008, e colocam a cidade na média dos outros 25 municípios com população entre 50 e 300 mil habitantes, mas isso não significa que o indicador seja bom.
O Observatório Nossa Teresópolis aponta que mais de 380 jovens teresopolitanas, com menos de 19 anos, engravidaram em 2010, o que corresponde a 17,55% das jovens. Esse indicador se torna ainda mais preocupante se aliarmos a ele a estatística de curetagem pós-aborto, que esta em 3,80 por mil. Esse número corresponde apenas ao de adolescentes que não tiveram sucesso no aborto. O número daquelas que foram bem sucedidas na interrupção da gravidez e, por conseguinte, não deram entrada nos hospitais, é desconhecido. Porém, segundo estudiosos e especialistas de políticas para a juventude, se fosse mensurado, esse número seria assustador.
A idade materna pode estar associada a condições de riscos para o recém-nascido como, por exemplo, a prematuridade e o baixo peso ao nascer (que tendem a ser mais freqüentes em mães adolescentes e idosas). Outro grave problema pertinente a gravidez na adolescência é a violação dos direitos dessas jovens. A maioria abandona a escola e tem o seu desenvolvimento pessoal e social comprometido.
Cabe destacar que a gravidez precoce não é um problema exclusivo das meninas. Não se pode esquecer que embora os rapazes não possuam as condições biológicas necessárias para engravidar, um filho não é concebido por uma única pessoa. E se é à menina, que cabe a difícil missão de carregar no ventre, o filho, durante toda a gestação, de enfrentar as dificuldades e dores do parto e de amamentar o bebe após o nascimento, o rapaz não pode se eximir de sua parcela de responsabilidade. Por isso, quando uma adolescente engravida, não é apenas a sua vida que sofre mudanças. O pai, assim como as famílias de ambos, também passa pelo difícil processo de adaptação a uma situação imprevista e inesperada.
Muitas vezes o rapaz também abandona a escola para se dedicar ao trabalho e a manutenção da nova família. Essa realidade se desdobra em outros indicadores como baixa renda, por exemplo. Mas este é outro assunto que discutiremos mais a frente.